PAIXÃO E AMOR
Jogar tudo para o alto?
Estou nas nuvens! Isso é a perfeição?
Estado de vibração especial, plenitude.
O intelectual e o sexual se encontram numa grande festa.
Alegria de viver.
O coração bate muito forte. A vida ganha uma nova cor.
Toda paixão é feita de loucura e de realidade. A loucura da paixão é que ela é uma força sem governo, uma emoção completamente solta, sem parâmetros e regras, justamente por ser assim provoca nas pessoas um estado de vibração especial.
Será que quando pensamos na paixão a matamos porque o intelecto se intromete e a deforma? Não. É preciso pensar a paixão, mas também vivenciá-la. É preciso ver o todo: de um lado é uma força sem governo, de outro lado é da ordem da razão.
Várias pessoas não acreditam que na paixão exista a presença da razão. Existe e se as pessoas conseguirem este espaço para pensar, mesmo envolvidas pelo encanto, surgirá um caminho incrivelmente satisfatório.
Uma das características da paixão é a vontade de jogar tudo para o alto, mudar a vida eliminando amigos, deixando de lado aspectos da vida profissional, etc. A paixão é uma alegria em seu sentido construtivo e deve gerar forças e criatividade para prosseguir com o cotidiano. Em seu sentido destrutivo, ela é o mal, pode desmoronar toda a vida. A paixão é o berço do bem e do mal.
Se você estiver apaixonado, faça estas perguntas: "estou gostando da paixão ou da pessoa com quem me relaciono? Ou estou gostando das duas coisas? Consigo ver a pessoa real ou apenas enxergo a pessoa ideal?". Se, ao lado da idealização, consegue-se ver também a pessoa real, é um passo dado no caminho do amor.
- Eu estava amando você no meu sonho, mas não era bem você.
- Quem era?
- Primeiro, o seu rosto estava escondido. Depois ele apareceu. Primeiro eu amava o ideal, depois eu amei você, a realidade.
Apaixonar-se por pessoas reais eleva a paixão a uma loucura sustentável e a transforma num "amor apaixonado" com as seguintes características: vivo, construtivo e renovador.
Texto de Regina C. P. Mello
Psicóloga - (11) 3021-7228 / 9756-8801
MEDO DE ÁGUA
O medo de água, assim como outros medos, estão associados a um comportamento de evitação do desafio.
Várias pessoas vivenciam a entrada na piscina como desestabilização do sistema emocional ocasionando uma reação de tensão. Quanto maior a tensão, maior a vontade de evitar o contato com a água. Certamente esta barreira pode ser vencida através de um trabalho conjunto: professor e psicólogo.
Querer é o primeiro passo, o segundo é o enfrentamento da tensão até chegar o momento em que ela diminui e passa a existir um estado de prazer e relaxamento. Entregar-se a este estado é importante porque é um fator de motivação e o início da autoconfiança. Os efeitos benéficos começam a surgir: disposição física e mental; predomínio de uma vontade de prosseguir na superação de obstáculos. É o momento em que o aluno de Natação pensa: "eu descobri uma capacidade em mim, antes eu achava que não era capaz". A sensação de capacidade lhe oferece força para prosseguir, inclusive porque percebe que há alguma mudança em sua vida em termos psicológicos, por exemplo: os problemas do dia-a-dia que antes eram encarados de forma desgastante, agora começam a ser vencida com outro tipo de humor e com alegria, esta, é o despertar de uma potencialidade que estava adormecida.
Para quem tem esse medo ou algum outro, deve procurar ajuda psicológica para desbloquear o emocional, para desenvolver a motivação de prosseguir na Natação, para elaborar o medo e a tensão e assim construir uma autoconfiança necessária não apenas em nadar, mas para a vida em geral.
Texto de Regina C. P. Mello
Psicóloga do Centro C. A. de Pinheiros
(11) 3021-7228 ou 9756-8801
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