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--- O brasileiro hoje trabalha o dobro do que trabalhava na década de 70 para pagar tributos. Na média, o ganho de mais quatro meses vai para impostos.

--- Todos os trabalhadores comemoram quando têm um reajuste de salário, mas atenção: o ganho maior pode ficar para os cofres públicos se o trabalhador pular de faixa de tributação no IR de 15% para 27,5%. É o que acontece com quem tem renda próxima dos R$ 2.326,00, limite para a faixa de 15%.

--- Apesar da desaceleração da economia, a arrecadação de impostos não pára de crescer. Nos primeiros cinco meses do ano, o governo teve a maior arrecadação da história no período. Seria um bom resultado caso não fosse apenas reflexo de aumento da carga tributária.

--- Quando você compra presentes para o Dia dos Namorados também presenteia os cofres do governo. Num simples CD, os impostos representam 45% do preço; roupas, 37%; perfumes, 60%; e eletroeletrônicos, de 38% a 57%. Nas flores, a tributação é um pouco menor, mas, mesmo assim, passa de um quinto do preço final.

--- A carga tributária abocanha 44% do rendimento bruto dos brasileiros. Sobre a renda, a carga média é de 18%; sobre o patrimônio, 3,5%; e sobre o consumo, por meio de impostos como ICMS, Pis e Cofins, 23%.

--- Enquanto a Receita Federal anuncia novo recorde na arrecadação, estudo aponta, no ano passado, novo e significativo crescimento do peso dos impostos no PIB brasileiro: de 35,54% para 36,56%.

--- Do preço final da cerveja, 56% são impostos. Mesmo o leite, que é um alimento básico, tem uma alta carga de impostos: um terço de cada caixa de leite longa vida.

--- O governo até admite discutir a Medida Provisória 232, que impõe ao país uma nova rodada de aumento de impostos, mas a sociedade quer mais do que isso: quer o arquivamento da MP. A capacidade de contribuir, principalmente, das empresas prestadoras de serviço, já está no limite. Em 2004, a base de contribuição teve aumento de 12% para 32%, agora pode chegar a 40%.

--- Os custos das consultas e até dos planos de saúde devem subir por conta do aumento da carga de impostos para o setor, determinada por Medida Provisória baixada pelo governo na virada do ano.

--- A tributação média sobre os automóveis no Brasil é de 32% - imposto direto que incide na compra. No exterior não é assim. Nos Estados Unidos, por exemplo, a tributação é de apenas 7%.

--- Os prestadores de serviço começaram 2005 com uma péssima notícia: foi baixada uma Medida Provisória que determina aumento médio de 35% na carga tributária.

--- As bondades tributárias do governo podem custar caro. Em troca de isenções de PIS e Cofins sobre a cesta básica e da correção parcial da tabela do Imposto de Renda, foi baixada uma MP que determina aumento médio de 35% na carga para os prestadores de serviço e passa a tributar milhares de produtores rurais isentos, com renda acima de R$ 1164,00.

--- A própria equipe econômica admite o aumento da carga tributária no Brasil. O governo deve contar com um acréscimo total de cerca de R$ 40 bilhões em arrecadação, um aumento desigual.

--- A carga tributária deve ter atingido em 2004 uma expansão de cerce de um ponto sobre o Produto Interno Bruto. Um ponto parece pouco mas não é. A carga pode ficar entre 36% e 37% do PIB. Ou seja, o governo retira mais de um terço de tudo o que o Brasil produz.

--- As empresas estão pagando bem mais impostos neste ano. Um dos motivos foi a elevação da alíquota da Cofins. Com isso, cerca de um terço do faturamento das empresas brasileiras vai para a Receita Federal.

--- A carga per capita de impostos do país cresceu 14% no primeiro semestre. Neste ritmo, deve representar até o final do ano quase R$ 3.600 para cada cidadão.

--- Para presentear as crianças, você também paga uma pesada carga de impostos, que representam 32% de um pacote de balas ou chocolate, e chegam a quase 42% do preço dos brinquedos.

--- Muitos contribuintes que deveriam ser isentos do Imposto de Renda são obrigados a pagar ou caem numa alíquota maior devido à não correção da tabela do IR. Além disso, cada brasileiro pagará em média, até o final do ano, quase R$ 500 a mais de impostos diretos e indiretos com relação a 2003.

--- Para limpar a casa, você paga 38% de impostos no desinfetante; quase 38% na água sanitária; mais de 42% no sabão em pó; mais de 43% no álcool; 40% no detergente, saponáceo e sabão em barra; e 43% no amaciante.

--- As bebidas carregam pesada carga de impostos, que representam 47% do preço de uma lata de refrigerante; 37,8% do suco; 56% da cerveja; e 83% da cachaça.

--- Para renovar o guarda-roupa, o consumidor paga de tributação média nas roupas quase 38%; nos sapatos, os impostos somam 37,3%.

     Os impostos representam quase metade do preço de cada eletrodoméstico, em torno de 44%. O microondas lidera a lista, com quase 57% de impostos.

--- Para comer uma macarronada, o consumidor paga, no macarrão, mais de 30% de tributos; no molho de tomate, 36% e, se usar azeite, mais 37%.

--- Nos carros populares, o peso dos impostos é de 39,29% do preço final. Já nos veículos acima de mil cilindradas, a tributação atinge 43,6% do valor pago pelo consumidor.

--- Na hora de tomar banho, os impostos passam de 52% no xampu, 42% no sabonete, 47% no desodorante, além de 29% na água.

--- Na construção de uma casa tida como popular, o peso dos impostos corresponde a quase metade do preço final. Até o material básico tem tributos pesados: 35% nas telhas, 34% nos tijolos, 44% nos vasos sanitários e 45% nas tintas.

--- A cada R$ 100 da conta de luz, 35% correspondem a impostos. Com os tributos indiretos cobrados das empresas o setor, a carga chega a 45,8%.

--- Somando os tributos diretos e indiretos, a carga sobre as tarifas de telefone chega a 46,6% e, sobre as tarifas de energia, está em 45,8%.

--- O peso dos impostos encarece a vida do brasileiro desde o café da manhã. Em uma xícara de café com leite, os impostos representam 36,52% do café, 19,24% do leite e 40% do açúcar.

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